O mercado mundial de produtos OTC e de saúde do consumidor: volume, tendências, principais players e oportunidades para exportadores
Publicado em 13/10/2026
Em Colônia, na Alemanha, quem quer comprar uma caixa de ibuprofeno precisa ir à farmácia ou fazer o pedido em uma farmácia on-line. Em Chicago, o mesmo analgésico está na prateleira do posto de gasolina, ao lado de chicletes e energéticos; em Londres, pode ser comprado no supermercado, mas apenas em embalagens pequenas. O produto é o mesmo em todo lugar, as regras do jogo não. É justamente isso que torna o mercado de produtos de saúde isentos de prescrição tão interessante e, ao mesmo tempo, tão exigente para fabricantes que querem expandir para o exterior.
O que são, exatamente, produtos OTC?
“OTC” é a sigla do inglês over the counter, ou seja, “sobre o balcão”. O termo se refere a medicamentos que podem ser vendidos sem receita médica, ao contrário dos medicamentos de venda sob prescrição, chamados no setor de produtos Rx. No Brasil, a Anvisa usa a denominação MIPs – Medicamentos Isentos de Prescrição. Exemplos típicos são analgésicos, antigripais e xaropes, antialérgicos, medicamentos para o aparelho digestivo e pomadas dermatológicas. Na literatura especializada, os termos “medicamentos OTC” e “medicamentos isentos de prescrição” são usados praticamente como sinônimos, e a maioria dos países os trata como uma categoria própria, regulamentada por lei.
Na prática, porém, o conceito é bem mais amplo. Varejistas, fabricantes e institutos de pesquisa costumam falar em Consumer Health (ou Consumer Healthcare, abreviado CHC), referindo-se a tudo o que o consumidor compra por conta própria para cuidar da saúde. Além dos medicamentos OTC em sentido estrito, isso inclui:
• vitaminas, minerais e suplementos alimentares, frequentemente abreviados no setor como “VMS”;
• dispositivos médicos para uso pessoal, como sprays nasais de soro fisiológico, curativos, produtos para lentes de contato ou autotestes;
• dermocosméticos e cuidados médicos com a pele, ou seja, produtos de cuidado com apelo de saúde, tipicamente vendidos em farmácias;
• saúde bucal, por exemplo cremes dentais para dentes sensíveis ou enxaguantes bucais medicinais;
• produtos de lifestyle, como auxiliares para parar de fumar, produtos para o sono ou para controle de peso.
Para o exportador, essa distinção não é mera questão de nomenclatura. Um produto vendido livremente como suplemento alimentar em um país pode ser classificado como medicamento no país vizinho e exigir registro sanitário. O enquadramento legal determina os custos de registro, os canais de venda, as possibilidades de publicidade e, no fim das contas, a escolha do parceiro importador certo.
Um conceito, muitas regras: classificação e canais de venda em cada país
Cada país tem seu próprio sistema para definir onde e em que condições um medicamento isento de prescrição pode ser vendido. De forma geral, há três modelos: países com duas categorias (com ou sem prescrição), países com vários níveis dentro dos medicamentos isentos de prescrição e países com venda especialmente liberada fora das farmácias. O quadro a seguir mostra como as regras variam:
País - Categorias de medicamentos isentos de prescrição - O que isso significa para a distribuição?
EUA
Apenas duas classes: Rx ou OTC
Os medicamentos OTC podem ser vendidos praticamente em qualquer lugar. Cerca de 54 mil farmácias convivem com mais de 750 mil pontos de venda que oferecem produtos OTC (CHPA).
Alemanha
Venda exclusiva em farmácia ou venda livre
A maioria dos medicamentos OTC é de venda exclusiva em farmácia. Farmácias físicas e on-line dominam; drogarias de varejo e supermercados vendem apenas medicamentos de venda livre, além de suplementos, dispositivos médicos e cosméticos.
Reino Unido
Pharmacy Medicines (P) e General Sales List (GSL)
Produtos GSL são vendidos em supermercados e postos de gasolina, muitas vezes com embalagens limitadas; produtos P, só em farmácias, com orientação.
Países Baixos
UA (só farmácia), UAD (farmácia e drogaria), AV (venda livre)
As redes de drogarias são um canal OTC importante, o que pode facilitar o acesso de marcas estrangeiras.
Canadá
Quatro níveis (Schedules I a III e “unscheduled”)
Conforme o nível, venda apenas pelo farmacêutico, na farmácia ou em qualquer lugar.
Austrália
Pharmacy Medicines, Pharmacist Only Medicines, General Sales
Sistema escalonado semelhante ao do Canadá; a publicidade de medicamentos OTC é permitida.
Japão
Vários tipos de medicamentos isentos de prescrição (tipos 1 a 3) e uma categoria de transição
Produtos dos tipos 2 e 3 também são vendidos pelas grandes redes de drogarias; a publicidade de medicamentos OTC é livre.
Coreia do Sul
Desde 2012, categoria adicional “OTC fora da farmácia”
Alguns produtos também estão disponíveis em lojas de conveniência.
Suécia
Medicamentos isentos de prescrição com liberalização parcial
Desde a desregulamentação, alguns produtos podem ser vendidos fora das farmácias, com regras sobre exposição e tamanho da embalagem.
China
Rx, OTC e produtos com status duplo
Grande número de reclassificações: só em 2022, 805 produtos antes vendidos sob prescrição passaram a ter status OTC.
Soma-se a isso o comércio on-line, que em muitos países se tornou um canal de distribuição próprio. Na Alemanha, a venda de medicamentos a distância é permitida desde 2004; segundo a ABDA, a federação dos farmacêuticos alemães, a participação do e-commerce na automedicação já passa bem de 20%. No mundo, a Euromonitor estima que o comércio eletrônico já responde por um quarto das vendas de Consumer Health.
Para os fornecedores, isso significa que, antes de procurar um importador, é preciso saber em qual categoria o produto se enquadra no país de destino. É isso que define se o parceiro certo é um distribuidor farmacêutico, um distribuidor para o varejo de drogarias ou um importador especializado em suplementos alimentares.
Qual é o tamanho do mercado?
Quem pesquisa o volume do mercado mundial encontra números surpreendentemente diferentes. Isso se deve menos a erros de cálculo do que às definições adotadas: alguns estudos contabilizam apenas medicamentos OTC, outros incluem suplementos alimentares, nutrição esportiva ou dispositivos médicos. Alguns exemplos:
• Medicamentos OTC em sentido estrito: a IMARC estima o mercado mundial em cerca de US$ 178 bilhões em 2024, com crescimento esperado de pouco mais de 5% ao ano.
• OTC Consumer Health: a Coherent Market Insights estima o volume em cerca de US$ 212 bilhões em 2025 e projeta aproximadamente US$ 287 bilhões até 2032 (+4,4% ao ano).
• Medicamentos OTC mais vitaminas e suplementos: a BCC Research chega a cerca de US$ 263 bilhões em 2024 e prevê crescimento de pouco mais de 6% ao ano até 2030.
• Consumer Health em sentido amplo: a Euromonitor calcula os gastos mundiais em 2025 em quase US$ 338 bilhões, incluindo nutrição esportiva e controle de peso.
Como regra prática, o mercado clássico de medicamentos OTC gira em torno de US$ 180 a 210 bilhões no mundo, enquanto o mercado total de saúde do consumidor fica bem acima de US$ 300 bilhões. Dependendo da definição, o crescimento é de 4% a 6% ao ano: sólido, mais constante do que espetacular.
Regionalmente, a América do Norte é o maior mercado; a Coherent Market Insights estima sua participação em quase 40%. A região Ásia-Pacífico é a que mais cresce: a Mordor Intelligence prevê para os medicamentos OTC na região uma alta de mais de 8% ao ano até 2031.
As principais tendências
1. A automedicação como política de saúde
Os sistemas de saúde do mundo inteiro estão sob pressão de custos. Cada resfriado tratado sem consulta médica alivia consultórios e planos de saúde. A associação setorial norte-americana CHPA calcula que os medicamentos OTC geram uma economia anual de cerca de US$ 146 bilhões só nos Estados Unidos. Por isso, muitos governos incentivam o autocuidado em casos de problemas leves.
2. Switches de Rx para OTC como motor de crescimento
Quando um medicamento que antes exigia receita é liberado para venda sem prescrição, fala-se em switch (ou reenquadramento). Para os fabricantes, é uma ferramenta importante para prolongar o ciclo de vida de princípios ativos conhecidos. Nos EUA, a FDA abriu caminho para candidatos mais ambiciosos com o novo marco ACNU (condições adicionais para uso sem prescrição, como autoavaliações digitais antes da compra). A China reclassificou produtos em grande escala. A saúde da mulher é considerada um campo especialmente ativo.
3. O on-line ganha espaço – muitas vezes às custas da farmácia física
Em Consumer Health, o e-commerce cresce bem mais rápido do que o mercado como um todo. A Euromonitor cita China, Índia, Coreia do Sul, EUA, Reino Unido e Brasil como os países em que o canal on-line mais avança. A Alemanha ilustra bem essa mudança: segundo a IQVIA, as farmácias físicas venderam em 2025 pouco mais de 4% menos embalagens OTC, enquanto as vendas a distância cresceram. No total, o faturamento OTC alemão (on-line e lojas físicas) aumentou 2,6%, chegando a 11,5 bilhões de euros, segundo a associação da indústria farmacêutica BPI.
4. Os grandes grupos se reestruturam
Poucos setores passaram por tantas cisões e aquisições nos últimos anos. Os laboratórios farmacêuticos estão se separando de suas divisões de consumo para se concentrar em medicamentos inovadores: a Johnson & Johnson separou a Kenvue, a GSK levou a Haleon à bolsa e a Sanofi vendeu o controle da Opella ao fundo de investimentos CD&R. Já os grupos de bens de consumo estão comprando – com destaque para a Kimberly-Clark e a aquisição anunciada da Kenvue. Para os fabricantes menores, essa concentração significa, por um lado, mais concorrência por espaço nas gôndolas; por outro, os distribuidores procuram ativamente marcas independentes para depender menos dos grandes.
5. Uma visão mais integral da saúde
O consumidor não quer mais apenas tratar sintomas, quer prevenir. Há grande procura por produtos para saúde intestinal, sono, bem-estar mental, envelhecimento saudável e “beleza de dentro para fora”. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por fitoterápicos e por produtos com lista de ingredientes curta e transparente.
Os principais players no mundo
O mercado é concentrado no topo, mas bastante fragmentado no conjunto: ao lado de alguns grupos bilionários, há milhares de fabricantes de médio porte e marcas regionais. Entre os maiores players estão:
• Kenvue (EUA) – antiga divisão de consumo da Johnson & Johnson e, segundo a própria empresa, a maior companhia do mundo dedicada exclusivamente à saúde do consumidor em faturamento, com vendas de cerca de US$ 15,5 bilhões (2024) e marcas como Tylenol, Listerine, Neutrogena e Band-Aid. A Kimberly-Clark acordou a aquisição por um valor de empresa de cerca de US$ 48,7 bilhões; a conclusão estava prevista para o segundo semestre de 2026.
• Haleon (Reino Unido) – formada a partir das divisões de saúde do consumidor da GSK, Pfizer e Novartis, forte em saúde bucal, dor, aparelho respiratório, digestão e vitaminas (entre elas Sensodyne, Voltaren e Centrum).
• Opella (França) – antiga divisão de consumo da Sanofi, controlada pela CD&R desde 2025; segundo a própria empresa, número três do mundo em OTC e suplementos, com marcas como Doliprane, Dulcolax e Allegra.
• Bayer (Alemanha) – gera cerca de 13% do faturamento do grupo com saúde do consumidor.
• Outros grandes players são, entre outros, Reckitt, Procter & Gamble, Perrigo, Church & Dwight, Colgate-Palmolive, Nestlé Health Science e Prestige Consumer Healthcare.
Além deles, há fortes campeões regionais, como a Stada na Europa, a Dabur na Índia e a Yunnan Baiyao na China, que muitas vezes lideram categorias específicas em seus mercados de origem.
Quais grupos de produtos têm maior demanda?
O setor divide tradicionalmente o mercado em seis grandes categorias, também usadas pela consultoria especializada Nicholas Hall:
• Gripe, tosse e alergia – muito sazonal, mas frequentemente o maior grupo em volume. Na Alemanha, os antigripais respondem por cerca de um terço das embalagens OTC vendidas.
• Analgésicos – de uso oral ou tópico; junto com os produtos respiratórios, são as categorias mais vendidas nos EUA.
• Vitaminas, minerais e suplementos – o grupo mais dinâmico. Nas farmácias alemãs, as vendas de vitaminas e minerais cresceram 7,5% em 2025, enquanto o mercado OTC como um todo encolheu em volume.
• Dermatológicos – da cicatrização à acne e às micoses; os produtos de uso tópico são considerados de crescimento especialmente forte.
• Saúde digestiva – contra azia, prisão de ventre, diarreia ou gases, cada vez mais complementada por probióticos.
• OTC de lifestyle – cessação do tabagismo, sono, controle de peso, saúde ocular e saúde sexual.
Onde a demanda é especialmente alta?
Em faturamento, EUA, China, Japão e Alemanha estão entre os maiores mercados de saúde do consumidor do mundo. Os 15 principais mercados acompanhados regularmente pela Nicholas Hall incluem ainda Rússia, Itália, França, Brasil, Índia, Polônia, Reino Unido, México, Canadá e Austrália.
Vale distinguir entre mercados grandes e mercados de crescimento rápido:
• EUA: de longe o maior mercado individual, com ampla distribuição por redes de drugstores, supermercados, atacarejos e plataformas on-line – mas também com altos custos de entrada e regulamentação exigente.
• Alemanha: maior mercado OTC da Europa, fortemente ligado às farmácias, com grande confiança nas marcas de farmácia e vendas on-line em rápido crescimento.
• Japão: mercado maduro, em que as redes de drogarias têm papel central e os consumidores estão dispostos a pagar por qualidade.
• China: maior mercado da região Ásia-Pacífico, impulsionado pelo envelhecimento da população, pelo aumento da renda e por uma política ativa de reclassificação.
• Índia: o mercado que mais cresce na região, com uma classe média em expansão e farmácias on-line em franca expansão.
• Países do Golfo, Sudeste Asiático e África: mercados menores, mas dinâmicos, em que marcas europeias importadas têm ótima reputação e muitos produtos ainda não são fabricados localmente.
Nichos de mercado com potencial
Para fabricantes de médio porte, as maiores oportunidades muitas vezes não estão em disputar as categorias principais com marcas globais, mas em nichos nos quais a especialização faz a diferença:
• Menopausa e saúde da mulher: por muito tempo negligenciada, hoje é uma das áreas de crescimento mais observadas – de produtos para a menopausa à saúde menstrual, fertilidade e gestação. Só o mercado mundial de suplementos para a menopausa deve chegar a cerca de US$ 1,7 bilhão até 2035.
• Produtos complementares às canetas para emagrecer: a disseminação dos medicamentos GLP-1, como o Wegovy, cria demanda por produtos que preservem a massa muscular, compensem deficiências nutricionais ou aliviem desconfortos digestivos.
• Sono e estresse: o sono é cada vez mais visto como pilar da prevenção, abrindo espaço para soluções fitoterápicas e não medicamentosas.
• Saúde intestinal e probióticos: em forte crescimento, fáceis de explicar e, em muitos países, relativamente simples de registrar como suplemento alimentar.
• Nutricosméticos (“beleza de dentro para fora”): colágeno, ácido hialurônico e afins conectam as categorias de saúde e beleza.
• Saúde masculina, saúde ocular e autotestes: segmentos menores, nos quais marcas especializadas e bem posicionadas podem ganhar notoriedade rapidamente.
• Fitoterapia e “clean label”: medicamentos à base de plantas e produtos com lista de ingredientes curta despertam interesse crescente tanto na Europa quanto na Ásia.
Brand builder ou distribuidor de amplo portfólio: qual parceiro importador escolher?
Ao procurar um parceiro de distribuição no exterior, os fabricantes encontram basicamente dois tipos de empresa. Ambos têm seu lugar; o que importa é qual combina com o produto e com a estratégia da empresa.
Brand builders: poucas marcas, muito empenho
Brand builders (ou “brandmakers”) são importadores e distribuidoras especializados em determinados grupos de produtos – como saúde da mulher, dermocosméticos, produtos infantis ou fitoterápicos – que trabalham com um número reduzido de marcas. Muitas vezes assumem toda a responsabilidade pela marca no país de destino: registro, marketing, propaganda e visitação a farmácias e médicos, treinamentos, participação em feiras e redes sociais.
Vantagens: a marca recebe atenção de verdade, o conhecimento na indicação terapêutica é elevado e o parceiro investe na construção da marca. Desvantagens: os brand builders são seletivos, em geral exigem exclusividade para um país ou região e costumam esperar contribuições de marketing ou contratos de longo prazo. Para produtos inovadores, que precisam de explicação e têm posicionamento claro, costumam ser a melhor opção.
Distribuidores de amplo portfólio: muitos fornecedores, grande alcance
Do outro lado estão os importadores e distribuidores com portfólio muito amplo e dezenas ou centenas de fornecedores. Entram aqui distribuidores farmacêuticos, distribuidores de FMCG (sigla de “Fast Moving Consumer Goods”, ou seja, bens de consumo de alto giro do dia a dia) e prestadores especializados em expansão de mercado. Um exemplo conhecido na Ásia é a DKSH, que oferece a mais de cem clientes de OTC e saúde do consumidor, em mais de uma dúzia de mercados, um serviço completo – da importação e do desembaraço aduaneiro até vendas, marketing e assuntos regulatórios.
Vantagens: acesso rápido e amplo a farmácias, drogarias, supermercados e canais on-line, logística eficiente e, muitas vezes, departamento regulatório próprio. Desvantagens: um produto isolado pode se perder em um portfólio grande, e esses distribuidores geralmente só fazem trabalho ativo de construção de marca mediante remuneração adicional. São mais indicados para produtos já estabelecidos, com certo reconhecimento, ou para fabricantes que querem cuidar do marketing por conta própria.
Na prática, muitos fabricantes combinam os dois modelos: um brand builder desenvolve a marca e um distribuidor de amplo portfólio garante a presença em larga escala. O essencial é que os dois parceiros estejam alinhados e que os papéis estejam claramente definidos em contrato.
As principais feiras do setor
As feiras continuam sendo uma das formas mais eficientes de conhecer pessoalmente potenciais importadores. Entre os eventos mais importantes estão:
• expopharm (Alemanha): a principal feira europeia do mercado farmacêutico de varejo, realizada de 15 a 17 de setembro de 2026 em Munique, com mais de 500 expositores e marcas e, segundo os organizadores, quase 27 mil visitantes profissionais. Em paralelo acontece o congresso dos farmacêuticos alemães (Deutscher Apothekertag).
• Vitafoods Europe: o principal ponto de encontro de suplementos alimentares e nutracêuticos, realizado de 5 a 7 de maio de 2026 em Barcelona. A edição de 2025 reuniu mais de 15 mil visitantes profissionais e mais de 1.100 expositores.
• Vitafoods Asia: a versão asiática, de 2 a 4 de setembro de 2026 em Bangkok.
• CPHI Worldwide: a grande feira farmacêutica de insumos, terceirização da produção e embalagens, de 6 a 8 de outubro de 2026 em Milão – interessante para fabricantes que buscam parceiros de marca própria ou fabricação terceirizada.
• NACDS Total Store Expo (EUA): o maior encontro de redes de drugstores e fornecedores do varejo de saúde norte-americano, de 15 a 17 de agosto de 2026 em Boston.
• SupplySide Global (EUA): a principal feira norte-americana de suplementos alimentares, de 28 a 30 de outubro de 2026 em Las Vegas.
• Cosmoprof Worldwide Bologna: para fabricantes de dermocosméticos e produtos de cuidado vendidos em farmácia, a feira internacional de beleza mais importante, realizada anualmente na primavera europeia.
A maioria dessas feiras é anual, e as próximas edições costumam acontecer na mesma época do ano. A visita só vale realmente a pena, porém, se você souber de antemão quais importadores são relevantes e agendar reuniões com antecedência.
Conclusão: um mercado de crescimento estável, com muitas portas de entrada
O mercado mundial de produtos OTC e de saúde do consumidor não cresce aos saltos, mas cresce de forma consistente – impulsionado pelo envelhecimento da população, pela maior consciência sobre a saúde, pelo incentivo governamental à automedicação responsável e pelo comércio on-line. Para fabricantes estrangeiros, as maiores oportunidades estão em entrar em nichos em expansão com produtos especializados e encontrar o parceiro certo: um brand builder para construir a marca ou um distribuidor de amplo portfólio para garantir presença rápida e abrangente.
O verdadeiro obstáculo raramente é o produto, e sim o conhecimento do mercado de destino: quais regras se aplicam, quais canais de distribuição predominam e quais importadores estão de fato abertos a novos fornecedores? É exatamente aí que entram os estudos de entrada no mercado da Easy Prospect. Para países selecionados, eles oferecem uma visão concisa da estrutura do mercado e dos requisitos de acesso, além de uma lista de importadores e distribuidores verificados com dados de contato diretos – disponíveis em www.easyprospect.com.br.
Fontes
1. Coherent Market Insights – OTC Consumer Health Market (via GII Research): https://m.giikorea.co.kr/report/coh1708314-otc-consumer-health-market-by-product-type-by.html
2. Coherent Market Insights – OTC Consumer Health Market Analysis 2026–2033: https://www.coherentmarketinsights.com/market-insight/otc-consumer-health-market-5251
3. BCC Research – Global OTC Drug and Dietary Supplements Market: https://www.bccresearch.com/pressroom/phm/global-otc-drug-and-dietary-supplements-market
4. IMARC Group – Over The Counter (OTC) Drugs Market: https://imarcgroup.com/over-the-counter-drugs-market
5. Euromonitor International – The World Market for Consumer Health (out. 2025): https://www.euromonitor.com/the-world-market-for-consumer-health/report
6. Mordor Intelligence – Asia-Pacific OTC Drugs Market (via GII Research): https://www.giiresearch.com/report/moi2113822-asia-pacific-over-counter-otc-drugs-market-share.html
7. Mordor Intelligence – Rx-to-OTC Switches Market (via GII Research): https://www.giiresearch.com/report/moi2119380-rx-otc-switches-market-share-analysis-industry.html
8. Global Market Insights – Asia Pacific OTC Drugs Market: https://www.gminsights.com/industry-analysis/asia-pacific-over-the-counter-drugs-market
9. IQVIA – Entering a new Rx-to-OTC switch era in the United States: https://www.iqvia.com/events/2026/03/entering-a-new-rx-to-otc-switch-era-in-the-united-states
10. Nicholas Hall – CHC YearBook 2026 (sumário via GII Research): https://www.giiresearch.com/report/nh1887810-nicholas-halls-chc-yearbook.html
11. Consumer Healthcare Products Association (CHPA) – OTC Sales Statistics: https://www.chpa.org/SalesVolume.aspx
12. PMC / NCBI – Use of over-the-counter medicines: scenario across different countries: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6970327
13. PMC / NCBI – Drug classification categories among countries (tabela): https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10201516/table/Tab2
14. Earticle – Drug Classification Systems in Selected Countries: https://www.earticle.net/Article/A326414
15. Lind et al. – General sale of non-prescription medicinal products: Comparing legislation in two European countries: https://research.manchester.ac.uk/en/publications/general-sale-of-non-prescription-medicinal-products-comparing-leg/
16. Pharmazeutische Zeitung – Temporada fraca de resfriados pesa sobre o OTC (14/04/2026, em alemão): https://www.pharmazeutische-zeitung.de/schwache-erkaeltungssaison-belastet-otc-geschaeft-164417/
17. Pharmazeutische Zeitung – Vendas em farmácias continuam em queda (13/03/2026, em alemão): https://www.pharmazeutische-zeitung.de/absatz-in-apotheken-weiter-ruecklaeufig-163562/
18. ABDA – Die Apotheke: Zahlen, Daten, Fakten 2026, vendas a distância (em alemão): https://www.abda.de/fileadmin/user_upload/assets/ZDF/ZDF-2026/ZDF_2026_16_Versandhandel.pdf
19. Kenvue – Kenvue debuts on Fortune 500 list: https://www.kenvue.com/media/kenvue-debuts-on-fortune-500-list
20. Kimberly-Clark – Form 10-Q, 2º tri. 2026 (SEC): https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/0000055785/000162828026052348/kmb-20260630.htm
21. Kimberly-Clark/Kenvue – Aprovação dos acionistas (SEC, 29/01/2026): https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/55785/000110465926008005/tm262467d8_ex99-1.htm
22. Haleon – Annual Report and Form 20-F 2024 (SEC): https://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1900304/000165495425003109/haleonplcannualreportand2.pdf
23. Sanofi – Sanofi e CD&R concluem a transação da Opella (30/04/2025): https://www.sanofi.com/en/media-room/press-releases/2025/2025-04-30-11-00-00-3071167
24. Multiples.vc – Largest health & beauty public companies: https://docs.multiples.vc/largest-health-beauty-public-comps
25. DKSH – OTC and Consumer Health: https://dksh.com/hk-en/home/industries/healthcare/otc-and-consumer-health
26. WholeFoods Magazine – Innovating for 2026: https://www.wholefoodsmagazine.com/blogs/1-wholefoods-magazine/post/17820-innovating-for-2026
27. Natural Marketing Institute – 2026 Supplements, OTC & Rx Consumer Trends Report: https://nmisolutions.com/research-reports/supplement-otc-rx-reports/supplements-otc-rx-consumer-trends-report-2026/
28. Gama Consumer – Tradeshow Look Ahead: Vitafoods Europe 2026: https://www.gamaconsumer.com/tradeshow-look-ahead-gareth-baguley-vitafoods-europe-2026/
29. Pharmazeutische Zeitung – Expopharm 2026: 27 mil visitantes (em alemão): https://www.pharmazeutische-zeitung.de/27000-besucher-grosse-resonanz-und-zufriedene-veranstalter-168465/
30. Adam Expo Stand – Top Pharmaceutical Trade Shows Europe 2026–2027: https://adamexpostand.com/top-pharmaceutical-trade-shows-europe-2026-2027/
31. Natac Group – Eventos 2026 (Vitafoods Asia, CPHI, SupplySide Global): https://natacgroup.com/en/events/
32. NACDS Total Store Expo 2026: https://tse.nacds.org/
Observação: este artigo foi elaborado com o apoio de inteligência artificial (IA) e revisado pela redação. Todas as informações se baseiam em fontes de acesso público (situação: outubro de 2026).